Achei um coração desenhado aqui no vidro da janela do meu quarto e decidi escrever. Não sei se procuro motivos pra te escrever ou se essa é uma mensagem que tu me manda mentalmente.
To há dias com um pressentimento forte e uma angústia no peito. Tuas últimas palavras ainda ecoam na minha mente e aquele “não me procura mais” ainda grita dentro do meu coração - que já pulsa. Coração que tá aqui na janela. Desenhado a mão e escondido. Mal dando pra enxergar e refletido na escuridão do céu. Não tenho mais palavras nem formas de te curar. Mas de qualquer jeito me questiono sobre o teu bem estar. Sobre tua rotina e se tu tem acordado pra ir à aula. Se tu continua com aquela mania de bagunçar a toda cozinha fazendo o café da manhã e de fazer o “N” virado no início das frases. Se tua voz continua doce e se teu olhar envergonhado anda desviando de outros olhares que te encaram. Eu sei que não se passou tanto tempo mas por aqui os dias têm sido cumpridos. As coisas permanecem no lugar e meu quarto com as tuas luzes sempre acessas.
Me questiono se por aí também existe um vazio que tenta ser preenchido com qualquer coisa. Com uma música alta com um banho de sol ou uma ligação a algum amigo.
Eu continuo sem me abrir com as pessoas e silenciando as emoções. Ainda acho que ninguém me escuta e por vezes me sinto sozinha. Mas logo me acostumo com a minha própria companhia e danço sozinha no quarto. Sigo com o copo escrito nossos nomes aqui na estante e teu livro sobre Nietzsche que não consigo mais abrir. Escondi tuas roupas e teu perfume pra evitar o encontro contigo. Assim me parece mais fácil seguir em frente. Parei de procurar coisas tuas nas redes sociais mas as vezes vejo se continuo bloqueada no WhatsApp. Sonho contigo mas não enxergo teu rosto. Te afasto dos meus pensamentos toda vez que - do nada- tu insiste em aparecer. Mas sempre que vejo as horas iguais acho que é um sinal de que talvez também estejas pensando em mim.
Eu continuo sem me abrir com as pessoas e silenciando as emoções. Ainda acho que ninguém me escuta e por vezes me sinto sozinha. Mas logo me acostumo com a minha própria companhia e danço sozinha no quarto. Sigo com o copo escrito nossos nomes aqui na estante e teu livro sobre Nietzsche que não consigo mais abrir. Escondi tuas roupas e teu perfume pra evitar o encontro contigo. Assim me parece mais fácil seguir em frente. Parei de procurar coisas tuas nas redes sociais mas as vezes vejo se continuo bloqueada no WhatsApp. Sonho contigo mas não enxergo teu rosto. Te afasto dos meus pensamentos toda vez que - do nada- tu insiste em aparecer. Mas sempre que vejo as horas iguais acho que é um sinal de que talvez também estejas pensando em mim.
Me pergunto se as coisas estão funcionando por aí e torço pra que tu tenha se encontrado. De que eu não tenha roubado teus sonhos mais bonitos e que tu ainda continue com aquela forma única de viver o amor. De acreditar no amor e de ser amor.
Minha prioridade é não mais fazer barulho dentro do teu coração e deixar o meu aqui - marcado pelos teus dedos - na minha janela e no meu peito. Sabendo que ele nunca mais vai ser o mesmo sem o calor das tuas mãos.
(sem vírgulas. só pontos finais)
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